A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), alegou irregularidades nas investigações da Operação Vérnix. Deflagrada em maio, a ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.
O advogado Bruno Ferullo apresentou, na terça-feira 4, resposta à acusação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo ele, as provas reunidas seriam insuficientes para comprovar a responsabilidade penal dos investigados. A defesa também pediu acesso a documentos ainda não disponibilizados e solicitou novas diligências.
Além de Marcola, Ferullo representa três parentes do líder do PCC: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. A influenciadora Deolane Bezerra também foi alvo da operação.
Outro investigado preso foi Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do grupo criminoso. Sua defesa também alegou irregularidades e pediu a substituição da prisão preventiva por domiciliar. Segundo o advogado José Albino Neto, Everton enfrenta um câncer e teve o quadro de saúde agravado na prisão.
Operação Vérnix contra o PCC
Segundo o Ministério Público, a operação investiga o uso de uma transportadora de fachada, na região de Presidente Venceslau (SP), para lavar dinheiro do PCC.
As investigações apontam que parte dos recursos teria chegado a contas ligadas a Deolane.
