Belo Horizonte - A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga a denuncia de suposta venda ilegal de jazigos e o desaparecimento de restos mortais no Cemitério Municipal de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. Nessa quinta-feira (5/11), o gerente do cemitério, Mateus Firmino Bastos, foi exonerado. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município.
A demissão ocorre após o o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal, Flavinho de Lima e Silva (MDB), encaminhar as denúncias ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), à Polícia Civil e à prefeitura, pedindo a apuração dos casos.
“Não estamos falando apenas de uma possível comercialização irregular de jazigos. Existem também questionamentos sobre intervenções em túmulos sem autorização dos titulares, possíveis transferências irregulares de titularidade e, sobretudo, sobre a destinação dos restos mortais de pessoas anteriormente sepultadas”, afirmou ele ao Metrópoles, nesta quinta-feira (5/11).
Ainda não é possível afirmar se Mateus tem ligação com as irregularidades.
As denúncias
O vereador contou que recebeu a primeira denúncia na noite de terça-feira (3/11), quando uma moradora procurou seu gabinete.
“O caso inicial envolve uma senhora que, ao visitar o cemitério, em setembro deste ano, não conseguiu localizar o túmulo de sua familiar.
