A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de unidades falsificadas do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
A medida foi publicada na edição desta 6ª feira (6.nov.2026) no Diário Oficial da União. Eis a íntegra (PDF - 187 KB).
A determinação atinge, ao todo, 5 lotes: KUSTR43969410 (2,5 mg), B55010 (5 mg) e D810042, D838889 e 2138737 (15 mg).
A decisão foi tomada depois que a Eli Lilly do Brasil, fabricante do medicamento, comunicou à agência a identificação de unidades com características divergentes das originais.
Segundo a empresa, 4 dos lotes não eram reconhecidos em seus registros de fabricação. Além disso, algumas unidades apresentavam rótulos incompatíveis com os padrões do fabricante.
A Anvisa informou que, no caso do lote D810042, reconhecido nos registros de fabricação da farmacêutica, a proibição se aplica exclusivamente às unidades falsificadas identificadas, sem atingir as autênticas, produzidas pela Eli Lilly.
O Mounjaro é um medicamento injetável cujo princípio ativo é a tirzepatida. É indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e para o controle crônico do peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, em conjunto com dieta e atividade física.
