Santiago Peña (Partido Colorado, direita), presidente do Paraguai que apresentou sua renúncia ao cargo, pediu nesta 6ª feira (6.nov.2026) ao Congresso uma extensão de 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment aberto contra ele. O presidente argumenta que menos de 12 horas é tempo insuficiente para garantir o exercício adequado do direito de defesa.
O pedido foi formalizado em carta endereçada a Basilio “Bachi” Núñez, presidente do Congresso paraguaio. Peña foi intimado pelo Senado a comparecer nesta 6ª feira (6.nov) às 10h para apresentar sua defesa no julgamento de impeachment. Sue pedido de renúncia ainda não foi analisado pelo Congresso, e Peña permanece na Presidência.
No documento, Peña faz referência à notificação nº 4217, datada de 5 de novembro, por meio da qual foi comunicado sobre a necessidade de formular sua defesa e apresentar provas. “Foi recebida às 22h15, acompanhada de uma acusação de 15 páginas e anexos totalizando cerca de 300 páginas”, afirma o texto do pedido.
Peña sustenta que o prazo estabelecido inviabiliza uma resposta adequada às acusações. “É evidente que, como se trata de um processo que pode resultar em sanção, aplicam-se as garantias do devido processo legal, incluindo o direito a tempo suficiente para escolher um advogado de sua preferência e exercer o direito à defesa. Sem dúvida, um período inferior a 12 horas é insuficiente para que um processo atenda aos padrões de um Estado de Direito”, declarou o presidente na carta.
