Economista e ex-ministro da Fazenda, Santiago Peña (Partido Colorado, direita), 47 anos, anunciou sua renúncia à Presidência do Paraguai na 5ª feira (5.nov.2026). Em pronunciamento publicado no X, afirmou que a decisão buscava preservar a estabilidade do país, em meio às repercussões do caso Ueno Bank.
A apresentação da renúncia não encerrou o mandato. Segundo a agência EFE, Peña permanecia formalmente na Presidência nesta 6ª feira (6.nov), depois que a sessão do Congresso destinada a analisar sua saída terminou sem quórum. O Senado deu continuidade ao processo de impeachment.
De ministro de Cartes à vitória presidencial
A ascensão política de Peña esteve ligada ao ex-presidente Horacio Cartes, em cujo governo comandou o Ministério da Fazenda de 2015 a 2017. Durante sua passagem pela pasta, em 2016, filiou-se ao Partido Colorado. Depois de deixar o ministério, integrou o conselho do Banco Basa, pertencente ao Grupo Cartes.
Sua 1ª tentativa de chegar à Presidência terminou nas prévias partidárias de 2017, quando perdeu para Mario Abdo Benítez, vencedor da eleição nacional de 2018. Peña voltou a disputar a indicação colorada em 2022 e, dessa vez, venceu.
Na eleição de 30 de abril de 2023, derrotou o opositor Efraín Alegre. Assumiu a Presidência em 15 de agosto daquele ano, ao lado do vice Pedro Alliana, para um mandato originalmente previsto até 2028.
Formação em economia e passagem pelo FMI
Peña nasceu em 16 de novembro de 1978, em Assunção.
