A melatonina vendida em pastilhas, fitas ou filmes para dissolver sob a língua não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso como suplemento alimentar no Brasil. Segundo a agência, essas apresentações não passaram por estudos que comprovem a segurança, a qualidade e a eficácia da substância por essa via de administração.
O alerta foi divulgado nessa quinta-feira (5/11) em meio à circulação de anúncios nas redes sociais que apresentam esses produtos como soluções para dormir mais rápido ou combater a insônia. A Anvisa afirma que não avaliou como a melatonina é absorvida nessas versões, nem os efeitos que pode produzir no organismo.
O que é a melatonina
A melatonina é um hormônio produzido pelo próprio organismo, principalmente no cérebro. Sua produção aumenta quando anoitece e participa da sinalização de que está na hora de dormir.
A substância também pode ser encontrada em pequenas quantidades em alimentos como morango, cereja, uva, banana e tomate, além de alguns cereais, carnes, leite de vaca e derivados.
Desde 2021, a Anvisa autoriza a presença de melatonina em suplementos alimentares, desde que sejam respeitadas as condições estabelecidas pela agência. A quantidade máxima permitida é de 0,21 miligrama por dia, e o produto deve ser destinado a adultos com 19 anos ou mais.
Os rótulos precisam informar que o suplemento não deve ser consumido por gestantes, mulheres que amamentam e crianças.
