Após conquistar o respaldo dos partidos árabes, o líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, conseguiu na quinta-feira, 5, amplo apoio parlamentar para substituir o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Tradicionalmente, a missão de formar governo em Israel é concedida à pessoa que receber o apoio do maior número de membros do Parlamento durante negociações, e Eisenkot obteve 67. Netanyahu teve o respaldo de 46, e 7 se abstiveram.
Apesar de Eisenkot ter recebido cinco indicações a mais do que o necessário, o presidente, Isaac Herzog, a quem cabe a função de indicar quem vai liderar as negociações para a formação de um governo, ainda está resistente. Ele disse que revelará sua decisão no domingo, após nova rodada de conversas com líderes partidários.
“Os resultados das consultas parecem claros. Mas a autoridade que me foi concedida por lei é a de determinar quem tem a capacidade de formar um governo, e isso não está totalmente claro à luz dos vetos mútuos entre os blocos e dentro dos próprios blocos.”
Segundo vários veículos israelenses, Herzog trabalha nos bastidores para formar um governo de unidade nacional que reúna os partidos judaicos sionistas, uma fórmula que excluiria tanto as legendas árabes quanto as ultraortodoxas.
Protestos
Na quinta, manifestantes se reuniram em frente à casa do presidente, em Jerusalém, para pedir um governo de unidade entre Netanyahu e Eisenkot. Em outra parte da cidade, israelenses defendiam a participação dos árabes no futuro governo.
