O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu ao Senado uma prorrogação de 72 horas para preparar a defesa no processo de impeachment contra ele, em meio a uma crise gerada pelo fechamento de um banco que afetou milhões de pessoas no país.
O Senado do país retomaria na manhã desta sexta-feira (6) a sessão que analisa o pedido de destituição.
A Casa iniciou as discussões sobre o caso na noite de quinta-feira (5), horas após a Câmara de Deputados aprovar a remoção do presidente do poder por unanimidade.
Peña diz ter recebido a notificação às 22h15 de quinta-feira, com uma acusação de 15 folhas e mais 300 páginas com anexos.
O político do partido Colorado usou o argumento de que um período de menos de 12 horas para o preparo da defesa seria “insuficiente” dentro dos padrões do Estado democrático de direito. A sessão estava marcada para as 10h.
As decisões do Congresso do Paraguai acontecem em meio às acusações de que Peña estaria envolvido em irregularidades ligadas ao Ueno Bank, instituição que fechou as portas na terça-feira (3), afetando milhões de cidadãos.
Parlamentares acusam o presidente de negligência no cumprimento do dever devido ao colapso da instituição. Autoridades afirmam que cerca de três milhões de clientes foram afetados, sem acesso às contas.
Renúncia negada
O Congresso do Paraguai rejeitou na quinta-feira (5) a renúncia do presidente Santiago Peña, que havia anunciado que deixaria o cargo para evitar o processo parlamentar.
