O amendoim é um dos alimentos que mais frequentemente provocam alergias. Ele pode causar, em poucos minutos após o consumo ou o contato, sintomas como coceira, inchaço, vermelhidão, falta de ar e, em alguns casos, até mesmo colocar a vida em risco.
Em países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, a alergia é relativamente comum entre bebês, e estimativas indicam que cerca de 2% das crianças nesses países apresentam a condição. Na Austrália, a proporção chega a cerca de uma em cada 30 crianças.
Uma nova pesquisa, conduzida na Austrália, decidiu investigar se, realmente, todos esses diagnósticos estavam corretos. Os resultados, publicados em novembro no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice, apontaram que cerca de um terço dos bebês diagnosticados provavelmente não possuem alergia a amendoim.
O estudo avaliou um programa nacional de tratamento da alergia ao amendoim oferecido por dez hospitais pediátricos públicos da Austrália e analisou, entre 2024 e 2025, dados de 1.275 bebês com menos de 18 meses de idade que haviam recebido um diagnóstico inicial da alergia. Em geral, esse diagnóstico combina o histórico de uma reação ao amendoim com testes cutâneos, que aplicam uma pequena quantidade de extrato de amendoim na pele para observar reações.
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Em 778 bebês, os pesquisadores realizaram o chamado teste de provocação oral, usado para confirmar o diagnóstico.
