Com a definição da alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) acima do esperado pelo mercado, a expectativa do setor de cargas expressas internacionais é que a carga de imposto que incida sobre esses produtos ultrapasse os 100%.
A avaliação é de Lara Gurgel, diretora-executiva da Abraec (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas), durante participação no programa Conexão Infra, nesta quinta-feira (5).
Na última semana, o TCU (Tribunal de Contas da União) fixou em 11,3% a alíquota de referência da CBS.O percentual ficou acima do esperado pelas empresas, que trabalhavam com uma estimativa próxima à tributação atual de PIS/Cofins, entre 9% e 9,25%.
Com isso, segundo a executiva, quando a reforma estiver plenamente implementada, a carga tributária do setor poderá chegar a 108%. Porém, durante o período de transição, quando ainda haverá cobrança de ICMS, o percentual pode alcançar 117%.
“Estamos falando em mais de 100% da carga em imposto. O nosso setor tem margens muito apertadas e, por isso, haverá uma transferência para o consumidor”, afirmou Gurgel.
A diretora-executiva também avalia que as empresas de transporte expresso não devem contar com créditos tributários decorrentes da reforma para compensar o aumento dos custos. Nesse cenário, a tendência é que parte da elevação dos tributos seja incorporada ao preço dos serviços.
