Em “Feito Pipa“, longa que chegou aos cinemas nesta semana, Lázaro Ramos assume o papel de Batista, o pai do pequeno Gugu (Yuri Gomes), que se posiciona como um antagonista na trajetória da criança e de sua avó, Dilma (Teca Pereira).
Na trama, o progenitor é homofóbico com o filho, que gosta de se aventurar em elementos que são comumente considerados femininos, com maquiagens, roupas, saltos e mais. Justamente por não ser aceito pelo pai, Gugu tenta sozinho lidar com os sintomas de Alzheimer que a avó apresenta.
O personagem de Lázaro traz consigo uma complexidade: ao mesmo tempo em que possui atitudes homofóbicas e machistas, demonstra uma forma diferente de cuidado e afeto com o filho. Em entrevista à CNN Brasil, o ator explica que o objetivo foi representar Batista de uma forma com que o público se conectasse.
“Quando li [o roteiro], a primeira coisa que eu queria fazer era um vilão. Dar muito grito, fazer cara fechada”, explico veterano do cinema. “Mas, quando a gente começou a ensaiar, vi que era mais útil contar esse personagem mais próximo de nós. Eu sou um ator de tintas fortes, mas faço ele em uma simplicidade.
