Santiago Peña buscou promover a imagem de um Paraguai prospero, onde empresas poderiam se fortalecer e crescer sob uma legislação pró-negócios.
E nos últimos anos, empresas buscaram migrar suas operações do Brasil ao vizinho em busca desse ambiente.
Mas o colapso de um banco digital do qual Peña era sócio indireto e que tinha quase metade dos cidadãos paraguaios na lista de clientes gerou um sentimento de decepção no empresariado brasileiro que escolheu apostar no país platino, segundo relatos feitos ao CNN Money.
Ainda assim, a avaliação é de que o momento é de esperar para ver até onde vai “a toca do coelho” e como as instituições paraguaias vão lidar com a situação.
“Banho de realidade”
Quem não acompanha o Paraguai no dia a dia pode ter se deparado com um aparente cenário de “medo e delírio” ao acordar com a notícia da crise financeira no gramado vizinho, afinal cerca de 3 milhões de 6,46 milhões de paraguaios possuiam contas no Ueno Bank. Especialistas ressaltam que o Ueno foi responsável por disseminar a bancarização no país.
Além disso, a instituição administrava cerca de US$ 800 milhões em recursos públicos ligados a fundos de previdência.
Ainda assim, o banco digital concentrava aproximadamente 10% dos depósitos do sistema bancário local, posicionando-se como o quinto maior banco em operação no país em volume de dinheiro.
