A Alupar registrou lucro líquido regulatório atribuível aos acionistas de R$ 214,2 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 2,6% em relação aos R$ 219,8 milhões apurados no mesmo período de 2025.
A receita operacional líquida somou R$ 980,3 milhões, avanço de 9,2% sobre os R$ 897,7 milhões do terceiro trimestre de 2025. A transmissão respondeu por 80% do faturamento e apresentou crescimento de 12,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a empresa.
O desempenho foi impulsionado pela entrada em operação de novos ativos, principalmente a Transmissora Colombiana de Energia (TCE), que começou a operar em outubro de 2025. Também contribuíram os reajustes das receitas anuais permitidas (RAP) das transmissoras no Brasil para o ciclo 2026/2027, de 4,72% nos contratos corrigidos pelo IPCA e de 1,95% nos atrelados ao IGP-M.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 773,2 milhões, aumento de 4% sobre os R$ 743,6 milhões registrados no terceiro trimestre de 2025. A margem Ebitda recuou de 82,8% para 78,9% na mesma comparação, perda de 3,9 pontos percentuais.
À CNN, o diretor de Relações com Investidores da Alupar, Luiz Coimbra, explica que o resultado foi impulsionado pela entrada em operação de projetos nos últimos meses, como a TCE, na Colômbia, e pelos reajustes das receitas de transmissão indexadas ao IPCA e ao IGP-M.
