A quebra do Ueno Bank não deverá alterar significativamente a forma de fazer negócios no Paraguai. Essa é a avaliação de o especialista em Direito Empresarial e Bancário Marcelo Godke ao WW.
Segundo ele, os pilares que atraem investidores estrangeiros ao país permanecem sólidos.
Para Godke, o que tem impulsionado o interesse de empresas estrangeiras, especialmente brasileiras, no Paraguai é justamente a liberdade contratual e a estabilidade jurídica oferecidas pelo país.
“Minha visão é que não vai alterar muito, porque o que tem atraído o investimento estrangeiro, principalmente o brasileiro, é justamente essa liberdade contratual, a estabilidade jurídica”, afirmou o especialista.
O especialista destacou que o momento exige um reforço na regulamentação e na fiscalização bancária. Godke observou que a regulação do setor costuma ser reativa: cada crise gera novas normas para sanar os problemas identificados.
“Aparece o problema, vai lá e tenta sanar o problema. Aí aparece outro problema, e aí vai ter uma nova norma para tentar sanar aquele novo problema”, explicou.
Ainda assim, ele reiterou que isso não deve afetar sobremaneira o ambiente de negócios no país, pois as autoridades paraguaias têm consciência de que é esse ambiente favorável o responsável por atrair investimentos.
Pragmatismo paraguaio
O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna destacou o perfil pragmático do Paraguai em suas relações externas.
