O atraso na entrega de duas estações da Linha 6-Laranja do Metrô, a Brasilândia e a Itaberaba-Hospital Vila Penteado, além de afetar a população, deve custar R$ 20 milhões por mês aos cofres do estado de São Paulo.
A indenização à concessionária Linha Uni por estação fechada e os valores correspondentes fazem parte do acordo de reconhecimento de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato, datado de dezembro do ano passado e revelado em primeira mão pelo Metrópoles.
Como o aditivo ainda não foi assinado, há brecha para a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), agência reguladora, revisar os termos pactuados e incluir fatos novos no estudo de reequilíbrio econômico-financeiro. O que a coluna apresenta aqui são os valores já acordados entre o estado, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), e a concessionária encabeçada pela Acciona.
A Linha 6-Laranja deveria ter sido entregue em outubro do ano passado, mas a obra atrasou, segundo a Acciona, por conta de um “risco geotecnológico” identificado na região da estação Higienópolis-Mackenzie, no centro da capital. Quando um imprevisto desse tipo acontece, cabe ao estado cobrir os custos extras.
A Acciona propôs, então, um “cronograma acelerado”, pelo qual o estado aceitou pagar R$ 3,69 bilhões extras, entre indenizações e custos diretos das obras físicas de aceleração para reduzir o atraso. Com isso, um trecho seria entregue em outubro de 2026 e o outro, em outubro de 2027.
