O diagnóstico de um câncer pode impactar profundamente a vida de qualquer indivíduo. Além dos sintomas físicos, o turbilhão emocional desencadeado por medos, incertezas e mudanças drásticas na rotina impõe desafios significativos.
Nesse cenário, o suporte psicológico surge como uma ferramenta fundamental para atravessar o tratamento com mais qualidade de vida e adesão às condutas médicas.
A inclusão da psico-oncologia na jornada do paciente não deve ser vista apenas como um recurso para situações extremas ou momentos de crise. Tanto a oncologia quanto a psicologia moderna defendem que o acompanhamento emocional idealmente deve estar presente desde a confirmação do diagnóstico e ser reavaliado continuamente.
A psicóloga Anastacia Cristina, reforça que a saúde mental pode comprometer também a capacidade do paciente de seguir o cronograma terapêutico.
O tratamento do câncer exige disciplina: rotinas de medicação contínua em casa, exames periódicos e datas rigorosas para sessões de quimioterapia ou radioterapia. Momentos de angústia intensa, exaustão emocional ou medo desproporcional podem levar o paciente ao esquecimento de horários, faltas e até ao isolamento.
“Uma pessoa muito angustiada pode ter dificuldade de concentração, esquecer horários, perder a motivação, evitar determinadas situações por medo ou até começar a associar o tratamento a uma experiência insuportável”, pontua Anastacia.
