Ueno Bank no Paraguai
Marcos Landim/RPC
A crise bancária e política que abala o Paraguai nos últimos dias afetou também a vida de brasileiros que moram no país. O g1 conversou com um empresário que perdeu mais de R$ 200 mil, uma cambista que ficou sem o dinheiro que economizou para as férias e um dono de oficina que ficou sem capital de giro.
O Ueno Bank, que tinha cerca de 3 milhões de clientes, aproximadamente 60% da população adulta paraguaia, foi liquidado pelo Banco Central do país, dois dias depois, nesta quinta-feira (5) o presidente Santiago Peña, anúnciou sua renúncia ao cargo.
Segundo estimativas do Itamaraty, cerca de 270 mil brasileiros residem no país que faz fronteira com Mato Grosso do Sul e Paraná.
Entenda a crise:
Crise no Ueno Bank: Na terça-feira (3), o BC paraguaio liquidou o bando digital após constatar que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei. O rombo tem origem em empréstimos concedidos a empresas ligadas ao próprio banco, que comprometeram seus recursos e deixaram milhares de clientes sem acesso ao dinheiro.
Renúncia de Santiago Peña: Dois dias após a intervenção no banco, Santiago Peña, que já foi acionista de empresas ligadas ao grupo controlador do Ueno, anunciou sua renúncia à presidência. A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o avanço de um processo de impeachment contra o presidente.
Caixa de oficina avariado
Marcelo Bernard, 26 anos, está entre os brasileiros prejudicados.
Empresário perde mais de R$ 200 mil e cambista fica sem dinheiro das férias: o prejuízo de brasileiros com crise no Paraguai
