O Paraguai vive uma crise política que pode terminar com a saída do presidente Santiago Peña. O escândalo começou após o fechamento de um banco e chegou rapidamente chegou ao Congresso, onde a oposição apresentou um pedido de impeachment contra o presidente.
Na quinta-feira (5), em meio à pressão política, Peña anunciou que pretendia renunciar ao cargo. A Câmara dos Deputados, no entanto, aprovou a abertura do processo de impeachment contra o ele.
Na prática, o Congresso ignorou o pedido de renúncia do presidente. O Senado deve retomar a análise do impeachment contra Peña nesta sexta-feira (6).
Veja, abaixo, a cronologia da crise no país.
Terça-feira (3): banco ueno fecha as portas
O Banco Central do Paraguai liquidou o banco digital ueno após identificar uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações da instituição. A medida foi tomada após a identificação de problemas relacionados a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao banco.
Com a decisão, a instituição que tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social, fechou as portas.
Quarta-feira (4): crise aumenta a preocupação com outros bancos
Relatos de falhas nos aplicativos de outras instituições financeiras começaram a circular no país e aumentaram a preocupação dos clientes.
De escândalo bancário ao impeachment: veja a cronologia da crise no Paraguai que ameaça derrubar o presidente
