O Senado do Paraguai ignorou o pedido de renúncia do presidente Santiago Peña e encerrou na noite desta quinta-feira (05) a primeira sessão sobre o processo de impeachment contra o mandatário. Foi marcado para a manhã de sexta-feira uma sessão extraordinária para retomar a discussão. A audiência está prevista para às 10h (BSB), e Peña deve comparecer perante o plenário para se defender das acusações.
Mais cedo, o Congresso do Paraguai, que analisaria se aceitava ou não a renúncia do presidente Santiago Peña, suspenseu a análise após os governistas deixarem o plenário após forte disputa política entre entre o governo e a oposição. A ocorrência gerou falta de quórum para a votação, e, com isso a renúncia não foi aceita, Peña continua no cargo.
O líder paraguaio, eleito em 2023, anunciou na tarde desta quinta-feira (5) que renunciou ao cargo de presidente do Paraguai após o escândalo envolvendo Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios do chefe de Estado.
Risco de impeachment
Antes de Santiago Peña anunciar a renúncia ao cargo, um processo de impeachment contra ele avançava no Legislativo. A principal bancada governista divulgou que apoiava a saída do presidente.
“Não estaremos ao lado do saque dos fundos públicos, privados e dos aposentados”, afirmou Cartes, presidente da Associação Nacional Republicana (ANR), o Partido Colorado, em comunicado publicado no X. Segundo ele, a legenda apoiará o julgamento político para “reconduzir a institucionalidade da República”.
