Uma crise política e bancária ameaça o governo de Santiago Peña, presidente do Paraguai, nesta quinta-feira (5). O mandatário anunciou a renúncia mais cedo, mas ela ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.
Câmara e Senado chegaram a iniciar uma sessão conjunta para debater o assunto, mas ela foi suspensa por falta de quórum após parlamentares governistas abandonarem o plenário.
Parte do Congresso, incluindo a oposição e alguns integrantes do partido de Peña, rejeita a renúncia do presidente e defende o impeachment do mandatário, para que ele não mantenha foro privilegiado e seja investigado por possíveis irregularidades no escândalo do fechamento do Ueno Bank.
A Câmara de Deputados já aprovou o impeachment de Peña, mas o Senado ainda precisa aprovar o processo.
Com a suspensão da sessão, Peña permanece como presidente do Paraguai, mas com futuro incerto.
Linha do tempo da crise política no Paraguai
Terça-feira (3)
Fechamento do Ueno Bank
Na última terça-feira (3), o Banco Central do Paraguai iniciou o processo de liquidação do principal banco digital do país, o Ueno Bank, após entender que a solvência de seu sistema era menos da metade do mínimo exigido para a operação de uma instituição financeira.
Após a liquidação, as contas dos 3 milhões de usuários do Ueno foram bloqueadas e os ativos e passivos foram congelados. Esse número corresponde a quase metade das 6,5 milhões de pessoas que habitam no país.
