A transição energética está abrindo novas oportunidades de negócios para setores como mineração, energia e transporte no Brasil.
Representantes do governo e do setor produtivo destacaram, nesta quinta-feira (5), o potencial econômico da descarbonização, impulsionado pela demanda por matérias-primas de menor impacto ambiental, pelo desenvolvimento de novas tecnologias e pela ampliação dos mecanismos de financiamento.
O tema foi debatido durante o primeiro painel do CNN Talks - A Economia da Transição, que reuniu representantes de diferentes segmentos para discutir como a agenda climática pode se transformar em um fator de competitividade para a economia brasileira.
Uma das principais frentes dessa transformação é a implementação do mercado regulado de carbono, que permitirá a negociação de cotas de emissão de gases de efeito estufa entre empresas.
A secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, afirmou que o governo pretende concluir até dezembro a primeira fase de implementação do sistema, com a publicação das principais normas que vão orientar seu funcionamento.
“Estamos implementando a lei. Essa implementação se dá em fases. A primeira, que termina agora em dezembro, é referente à publicação das principais normas, que são a base desse mercado”, afirmou.
O modelo prevê que empresas de setores regulados tenham limites de emissão definidos a partir de um Plano Nacional de Alocação.
