Imagine preparar um jantar especial, escolher aquele vinho que estava guardado há meses e, na hora de abrir a garrafa, descobrir que a bebida já não tem o mesmo sabor. Para evitar esse tipo de surpresa, alguns cuidados fazem toda a diferença. E um deles começa antes mesmo de tirar a rolha: na maneira como você guarda a garrafa.
A posição da garrafa não é mero detalhe
Se você já visitou uma adega, provavelmente percebeu que as garrafas costumam ficar deitadas. E não, não é apenas uma questão de organização ou charme na decoração. Essa posição tem uma função importante: manter a rolha em boas condições e proteger o vinho do contato excessivo com o oxigênio.
A maioria das rolhas tradicionais é produzida com cortiça, um material de origem vegetal extraído da casca do sobreiro, árvore bastante cultivada em países como Portugal e Espanha. Sua principal função é vedar a garrafa, impedindo que o ar entre em contato com a bebida.
O problema é que, quando a rolha resseca, pode perder parte de sua capacidade de vedação. Pequenos poros e fissuras se tornam mais evidentes e, se atravessarem todo o material, permitem a passagem de oxigênio para dentro da garrafa.
Por que o oxigênio é um vilão?
Embora seja indispensável em diversas situações, o oxigênio pode ser um grande inimigo do vinho quando entra em contato com a bebida em excesso. Ele acelera o processo de oxidação, comprometendo aromas, sabores e outras características que tornam cada rótulo especial.
