O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (5.nov.2026) que está aberto a investimento estrangeiro para a exploração e a industrialização de minerais críticos, mas conforme as regras estabelecidas na nova política do setor. Elas priorizam a agregação de valor no país e o controle estatal sobre os materiais considerados estratégicos para a soberania nacional.
Presidente e ministros defenderam a posição durante a 1ª reunião do Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), no Palácio do Planalto, que aprovou a lista oficial dos materiais que receberão prioridade na nova política, com 27 elementos e controle máximo para 9 deles.
Durante discurso na reunião, o presidente reforçou que o Brasil tem interesse em parcerias com outros países que queiram participar da exploração e da transformação dessas riquezas e que o Estado não será “senhor supremo” do processo.
O nível de intervenção estatal no setor preocupa representantes do segmento de mineração no Brasil, composto quase integralmente por capital estrangeiro. A nova política brasileira para os minerais críticos incluirá mecanismos de triagem sobre transferências de controles societários e contratos de venda de ativos.
Segundo o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria), o Cimce funcionará como “porta de entrada” para investimentos com segurança jurídica. Eles afirmam que o objetivo não é afugentar capital, mas atrair projetos que gerem valor no território nacional.
