O Congresso do Paraguai suspendeu, nesta quinta-feira (5/11), a sessão conjunta convocada para analisar a renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña. A reunião foi interrompida após parlamentares governistas deixarem o plenário, o que provocou falta de quórum para a votação.
Peña anunciou que deixaria a Presidência horas antes da votação, em meio ao avanço de um pedido de impeachment no Congresso. A crise política foi desencadeada pelo colapso do Ueno Bank, um dos principais bancos digitais do país, que teve as operações suspensas pelo Banco Central paraguaio.
Cerca de uma hora após o anúncio, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o pedido de impeachment do presidente, com 78 votos favoráveis. Parlamentares da oposição defenderam a continuidade do processo para evitar que Peña deixasse o cargo com a possibilidade de obter imunidade parlamentar.
Durante a sessão, oposicionistas argumentaram que a renúncia poderia permitir que Peña assumisse uma cadeira de senador vitalício, condição que, segundo eles, garantiria proteção contra eventuais investigações criminais.
A renúncia foi formalizada por meio de uma carta entregue ao Congresso pelo ministro do Interior, Enrique Riera. No comunicado divulgado nas redes sociais, Peña afirmou que tomou a decisão para preservar a estabilidade do país e as instituições democráticas.
“Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à Presidência da República.
