As chamadas espécies exóticas invasoras (EEI) são plantas, animais, fungos ou outros organismos vivos que se estabelecem e se espalham fora de sua área de distribuição natural. Ao se sobreporem às espécies nativas, podem ameaçar a variedade biológica local.
Trata-se de um problema global e uma das principais causas de perda de biodiversidade no mundo. No Brasil, alguns exemplos de plantas exóticas invasoras são a mangueira, a goiabeira e o capim-gordura, entre outras.
Entidades de diferentes países têm buscado maneiras de combater essas espécies, mas, em geral, as iniciativas são caras e demoradas. Identificar esses organismos precocemente e controlar sua dispersão ainda é um desafio.
Pensando nisso, um novo estudo do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha, identificou uma estratégia promissora para detectar plantas invasoras: cães. Os animais e seus tutores conseguem identificar essas espécies pelo cheiro com uma taxa de 75% de precisão após concluírem um treinamento.
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Os resultados foram detalhados em um artigo publicado no dia 4 de novembro no periódico científico PLOS One.
A proposta da pesquisa não era utilizar animais farejadores profissionais. Eles treinaram, do zero, cães comuns e seus donos, que buscavam atividades para praticar juntos ao ar livre. Ao todo, 31 cães e seus donos participaram do estudo, entre 2021 e 2023.
