O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) que a prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti, investigado nas fraudes do INSS ao lado do "Careca do INSS", seja substituída por prisão domiciliar.
A Polícia Federal (PF) prendeu Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS", em setembro de 2025.
➡️ Uma investigação da PF revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do INSS. Antunes é o lobista apontado pela PF como "facilitador" do caso.
Camisotti é apontado como um dos líderes do esquema de descontos indevidos do INSS apurado na Operação Sem Desconto e como sócio oculto de uma entidade e beneficiário das fraudes na Previdência.
O empresário chegou a negociar um acordo de delação premiada, mas a Procuradoria-Geral da República pediu ajustes.
👉 A PF afirma que associações e entidades que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.
O prejuízo, entre os anos de 2019 e 2024, pode chegar a R$ 6,3 bilhões. Em abril, quando a fraude veio à tona, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido.
