O El Niño alcançou uma marca histórica no mês de outubro. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura da superfície das águas no centro do Oceano Pacífico - uma região chamada pelos meteorologistas de “Niño 3.4” - ficou 2,47 °C acima da média histórica para o mês, que é de cerca de 26,7 °C.
Trata-se da maior anomalia já registrada nessa área em um mês de outubro. E, no dia 5 de outubro, as águas daquela parte do Pacífico chegaram a 30,06 °C - é a primeira vez que ultrapassaram os 30 °C desde que esse dado começou a ser coletado. Com anomalias acima de +2 °C, o episódio costuma ser chamado de “Super” El Niño, como é o caso atual.
O Super El Niño é um evento raro, com potencial de alterar os padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo. A tendência é que, quanto maior o aquecimento no Pacífico, maior a chance de efeitos intensos - mas isso não é garantido. Vale dizer que o termo não é uma categoria científica exata - o Inmet, por exemplo, prefere falar apenas em “El Niño muito forte”, evitando o prefixo “super”.
Por enquanto, nada indica que o fenômeno esteja perdendo força. O El Niño se estabeleceu em junho e, desde então, tem se intensificado em ritmo acelerado. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno deve atingir seu pico somente em dezembro e pode se tornar um dos maiores registrados desde 1950, quando começaram as medições detalhadas.
