A atual geração de processadores da AMD, Ryzen 9000, foi lançada há dois anos e não existe previsão de quando os sucessores chegarão ao mercado. Esse segmento, no entanto, não parece ser mais o foco do Time Vermelho, já que a maior parte da receita vem de chips para data centers atualmente, embora Lisa Su já tenha garantido que o mercado de PC é importante para eles.
Ao projetar um faturamento de US$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2026, maior do que a rival Intel espera, algo inédito na história, os números confirmam que a empresa passou por uma virada estrutural definitiva rumo à infraestrutura corporativa de IA.
Atualmente, a divisão de data center responde por quase dois terços de toda a receita da marca, impulsionada por um salto de 97% nas vendas dos chips para servidores Epyc e das aceleradoras Instinct. Em contrapartida, o segmento de jogos despencou 40% em um ano devido à menor procura por chips customizados para consoles e vendas mornas de placas Radeon. No caso da linha para PCs, a participação no faturamento total caiu de 30% para 22% ao longo dos últimos cinco trimestres.
Compromisso com o mercado consumidor em ano de retração
Apesar da disparidade entre as divisões, a chefe da AMD não pretende dar as costas aos usuários domésticos. Segundo Lisa Su, a flexibilidade na cadeia de produção permite remanejar a capacidade de produção entre os chips de uso pessoal e as plataformas corporativas conforme as oscilações do mercado.
