Nesta quinta-feira, 5, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou o pedido de liberdade apresentado por Fabiano Zettel, investigado no escândalo do antigo Banco Master.
Cunhado do empresário Daniel Vorcaro, ele é apontado como operador financeiro de uma organização criminosa chamada "A Turma", responsável por intimidar pessoas que incomodavam a Vorcaro, entre eles jornalistas.
Zettel está preso preventivamente no Complexo Penal da Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo.
Argumentação de Fachin sobre Fabiano Zettel
De acordo com o ministro, há elementos que apontam a participação direta do investigado na administração de recursos e na execução de pagamentos ilícitos.
"A justificativa para a preventiva decorre dos elementos informativos que apontam em sua participação como operador financeiro da organização, bem como articulador do subgrupo da que se recebia a denominação 'A Turma'", registrou Fachin.
O ministro também acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se manifestado contra a soltura.
Para a PGR, Zettel não exercia uma função meramente subordinada. O órgão sustentou que o investigado ocupava posição relevante na organização e que sua liberdade poderia comprometer a obtenção de provas.
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