Representantes do Itamaraty e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanham a situação política no Paraguai depois da renúncia e da votação de impeachment do presidente Santiago Peña (Partido Colorado, direita) nesta 5ª feira (5.nov.2026). No entanto, a pasta não vê motivos para se preocupar com a situação dos brasileiros que residem no país e nem com a alteração das relações comerciais.
A avaliação do governo brasileiro é de que a crise no Paraguai está sendo resolvida por vias constitucionais e, portanto, não há riscos imediatos. O Ministério da Relações Exteriores acompanha a situação para o caso de surgirem dificuldades no curso do processo.
A Câmara dos Deputados do país aprovou por unanimidade o julgamento de impeachment contra o mandatário -mesmo com a sua renúncia. Os opositores ao governo defendem que Peña seja formalmente retirado do cargo antes de deixá-lo, para que perca o foro privilegiado.
CRISE NO PARAGUAI
Santiago Peña anunciou nesta 5ª feira (5.nov.2026) sua renúncia ao cargo. A decisão foi anunciada depois do colapso do Ueno Bank, o maior banco digital do país, o que fez com que parte dos congressistas do país pedissem o impeachment do presidente.
A Câmara dos Deputados do país aprovou por unanimidade o julgamento de impeachment contra o mandatário -mesmo com a sua renúncia. Os opositores ao governo defendem que Peña seja formalmente retirado do cargo antes de deixá-lo, para que perca o foro privilegiado.
