A Frontexa, consultoria especializada na instalação de empresas no Paraguai, afirmou que a transparência das instituições paraguaias determinará a se a confiança do capital estrangeiro será preservada após a quebra do Ueno Bank. O banco era uma das principais instituições financeiras digitais do país e causou uma crise bancária no país.
“A resposta para a crise ainda está acontecendo e o que vai ser determinante é a transparência nesse processo. Em menos de 48 horas, porém, já houve reação, que foi a renúncia do presidente do Banco Central [do Paraguai] e do próprio presidente do país por causa da pressão da sociedade civil. Diferente do caso do Banco Master no Brasil, que já se arrasta há muitos meses”, disse Suelen Raizer, fundadora da Frontexa, ao Poder360.
Suelen afirmou que ainda está tudo muito “nebuloso” quanto à crise, mas que o Paraguai tem uma trajetória robusta em captar investimento estrangeiro. Segundo ela, o país continua um “solo fértil” para investimento, mas é preciso ter cautela quanto à questão bancária depois do caso Ueno.
“Uma crise traz maior cautela porque o investidor precisa de previsibilidade”, declarou.
O Paraguai atraiu mais de 230 empresas brasileiras desde 2007 para atuar dentro da Lei de Maquila -uma norma legal que permite a companhias estrangeiras voltadas para a exportação produzirem no país vizinho pagando menos impostos. Tais companhias são conhecidas como maquiladoras.
