O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprovou nesta 5ª feira (5.nov.2026) a Lista Oficial de Minerais Críticos e Estratégicos, que guiará a nova política para os materiais recém-aprovada pelo Palácio do Planalto.
A relação foi aprovada na 1ª reunião do Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), que contou com a presença de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros do alto escalão do governo.
A resolução divide os minerais em 3 níveis de prioridade:
classe 1 - terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio;
classe 2 - tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre;
classe 3 - nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e platina.
A divisão do governo levou em consideração o risco geopolítico relacionado a cada material, além de concentração da oferta, possibilidade de substituição, posição do Brasil na cadeia produtiva e grau de dependência externa.
Na apresentação inicial, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que preside o novo conselho, afirmou que projetos e transações minerais da classe 1 receberão prioridade alta na aplicação dos instrumentos criados pela nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, como os mecanismos de triagem de investimentos e de fomento financeiro.
