O governo federal definiu, nesta quinta-feira (5), uma lista de 27 minerais críticos e estratégicos divididos em três níveis de prioridade. A classificação considera a importância econômica de cada substância, os riscos geopolíticos associados à sua oferta e a posição do Brasil nas cadeias produtivas globais.
A relação foi apresentada durante a primeira reunião do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Entre os minerais classificados na categoria de maior prioridade estão terras raras, lítio, grafita e cobre, considerados importantes para setores como energia, tecnologia, indústria automotiva e defesa.
Já substâncias como nióbio, minério de ferro e ouro foram incluídas na terceira classe, de menor prioridade dentro da nova política mineral brasileira.
A divisão deverá servir de referência para a atuação do governo na concessão de incentivos à atividade mineral, no desenvolvimento de cadeias industriais e na análise de determinadas operações empresariais envolvendo ativos considerados estratégicos.
A classificação foi apresentada um dia após a publicação do Decreto nº 13.146, que estabeleceu os critérios para definir quais substâncias poderão ser consideradas críticas ou estratégicas e como elas poderão ser organizadas em diferentes níveis de prioridade.
