São Paulo, Detido pela Polícia Federal em São Paulo, o chileno Hernán Marcelo Herrera Acevedo, de 58 anos, teve a prisão revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois de esgotado o prazo de 30 dias estabelecido pelo Acordo de Extradição entre os Estados Partes do Mercosul. Investigado por 17 crimes de estelionato no Chile, Acevedo está tratando um câncer retal e um quadro de epilepsia aqui no Brasil.
A decisão foi assinada na última terça-feira (3/11) pelo ministro Alexandre de Moraes. Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa do chileno reiterou a confiança no Supremo e disse que, esgotado o prazo para retirada, manter a prisão domiciliar e as medidas cautelares contra Acevedo “implicaria restrição à liberdade de locomoção sem suporte legal válido”.
Ele já estava em prisão domiciliar para tratamento da saúde quando foi detido pela PF no último dia 30, mas foi transferido para o regime fechado por “questões logísticas”.
Segundo as investigações, entre 2012 e 2020, Hernán Acevedo liderou um esquema que captava investidores prometendo retornos falsos em empreendimentos imobiliários e hoteleiros.
Ele teve a localização identificada no Brasil. Em 5 de agosto do ano passado, o Ministério da Justiça brasileiro identificou um processo de naturalização em andamento no país.
Em 21 de agosto de 2025, Moraes decretou a prisão preventiva do chileno para fins de extradição, que foi cumprida sete dias depois.
