A segunda versão do relatório da Medida Provisória 1.376/2026 foi apresentada nesta quinta-feira (5) pelo relator da comissão mista, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), sem acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A medida, que perde a validade em menos de uma semana, segue sem definição. Segundo a bancada, o novo parecer preserva pontos que dificultam o acesso dos produtores à renegociação das dívidas rurais.
De acordo com dados do Banco Central, até a última quarta-feira (4), foram contratados R$ 19,87 bilhões no âmbito da MP 1.376. O montante representa menos de 20% dos recursos projetados inicialmente pelo governo. O Rio Grande do Sul lidera em valor contratado, com R$ 8,1 bilhões, seguido por Minas Gerais e Mato Grosso, ambos com R$ 1,4 bilhão.
A articulação da FPA é para que o presidente da comissão mista, senador Renan Calheiros (MDB-AL), convoque uma reunião do colegiado. A bancada pretende apresentar voto em separado ao relatório. Das 144 emendas protocoladas à medida provisória, nenhuma foi acolhida pelo relator.
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Entre as principais críticas do setor estão as exigências feitas por instituições financeiras para liberar a renegociação.
