O Ministério Público do Paraguai abriu uma investigação contra o presidente Santiago Peña nesta quinta-feira (5) para apurar supostas irregularidades relacionadas ao Ueno Bank.
Ele foi acionista até março do ano passado do grupo proprietário do banco, que contava com cerca de 3 milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões (equivalente a cerca de R$ 4,6 bilhões) em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.
A oposição acusou Peña de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional por parte do Banco Central, entre outros pontos.
O Ueno Bank fechou as portas na terça-feira (3), após o Banco Central iniciar um processo de liquidação da instituição ao constatar um déficit em seus índices de solvência relacionado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas.
O procurador-geral do Estado, Emiliano Rolón, também determinou a formação de uma equipe composta por agentes fiscais da Unidade Especializada em Crimes Econômicos e Anticorrupção.
O Ministério Público também solicitou relatórios financeiros e societários à Seprelad (Secretaria de Prevenção à Lavagem de Dinheiro ou de Bens) sobre os 27 denunciados e 20 empresas.
Peña renuncia e sofre impeachment na Câmara
Em meio ao caos político e social no Paraguai, Santiago Peña anunciou que renunciará ao cargo de presidente nesta quinta-feira.
