O grupo dinamarquês de transporte marítimo Maersk elevou, nesta quinta-feira (5), pela terceira vez sua previsão de lucro para 2026, já que o congestionamento portuário e a demanda impulsionada pela inteligência artificial mantiveram altas as taxas de frete de contêineres.
No entanto, as ações da companhia caíram 11%, pois analistas afirmaram que a revisão para cima já era esperada e que o lucro do terceiro trimestre ficou aquém das expectativas.
A Maersk registrou lucro no terceiro trimestre antes de juros, impostos, depreciação e amortização de US$ 4,7 bilhões, um aumento de 75%, mas abaixo da previsão média de US$ 5,04 bilhões em uma pesquisa da LSEG.
Analistas afirmaram que o resultado operacional abaixo do esperado foi impulsionado por volumes menores do que o previsto e custos mais elevados na divisão Ocean.
O aumento na previsão de lucro, por sua vez, decorreu de preços mais altos, e não de um aumento no volume de carga, deixando os resultados da Maersk vinculados ao congestionamento e às interrupções que, segundo alguns analistas, devem diminuir à medida que os navios retornam ao Canal de Suez e novas embarcações chegam.
A segunda maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, frequentemente vista como um indicador do comércio global, agora espera um Ebitda (lucro subjacente antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre US$ 14 bilhões e US$ 14,5 bilhões este ano, acima da faixa anterior de US$ 10,5 bilhões a US$12,5 bilhões.
