A perspectiva de uma oferta maior de soja nos Estados Unidos e o movimento de busca por liquidez nos mercados financeiros pressionaram as cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em janeiro encerrou a sessão desta quinta-feira (05) com queda de 1,16%, negociado a US$ 11,82 por bushel, atingindo o menor patamar em dois meses e meio.
Segundo análise da Granar, o recuo acompanhou a forte desvalorização dos principais índices acionários de Wall Street. O movimento intensificou a pressão vendedora dos fundos de investimento, que buscam liquidez para cobrir perdas em outros segmentos do mercado financeiro.
Outro fator negativo para os preços é o avanço da entrada da nova safra norte-americana no circuito comercial, além da expectativa de que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) eleve sua estimativa para a produção recorde de soja do país no próximo relatório mensal de oferta e demanda agrícola, previsto para terça-feira.
Levantamento da Reuters com estimativas de analistas privados aponta para uma produtividade média de 35,98 quintais por hectare e uma colheita de 125,11 milhões de toneladas nos Estados Unidos. Os números superam as projeções divulgadas pelo USDA no relatório anterior, de 35,71 quintais por hectare e produção de 124,15 milhões de toneladas.
