O governo Lula acompanha com atenção os desdobramentos da crise política no Paraguai, que culminou na renúncia de Santiago Peña da Presidência, e a futura posse de Pedro Alliana, vice de Peña, como novo presidente paraguaio.
A principal preocupação do Palácio do Planalto é que o novo governo do Paraguai consiga garantir a estabilidade política e social e evitar que o episódio provoque manifestações violentas no país.
Sob reserva, assessores do Planalto que atuam na área internacional afirmam que o Brasil não tinha interesse na queda de Peña, apesar do alinhamento do presidente paraguaio com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Lula e Peña, inclusive, mantinham uma boa relação.
A avaliação desses auxiliares é que a prioridade do novo governo, neste momento, seja a construção de um ambiente de diálogo que permita uma transição sem novos episódios de instabilidade.
A preocupação brasileira leva em consideração a extensa fronteira entre os dois países, considerada porosa, e a presença de uma numerosa comunidade de brasileiros em território paraguaio.
