A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira, 5, o pedido de impeachment do presidente Santiago Peña, por 78 votos. Durante a sessão extraordinária, o mandatário apresentou sua renúncia ao cargo. Na votação seguinte, os parlamentares rejeitaram a acusação contra o vice-presidente Pedro Alliana, por 48 votos contrários e 30 favoráveis.
As duas decisões ocorreram em meio à crise financeira provocada pela intervenção do Ueno Bank. O caso levou a questionamentos políticos sobre a atuação de Peña e de Alliana. Com a renúncia do presidente, o vice deve assumir o comando do Executivo paraguaio.
Câmara do Paraguai aprova acusação contra Peña
Trinta e cinco deputados apresentaram o pedido de impeachment de Peña. O documento atribui ao presidente conflito de interesses por sua participação no Ueno Holding. Os deputados também questionaram a nomeação de Carlos Carvallo, ex-presidente da Financeira Ueno, para comandar o Banco Central do Paraguai.
A acusação ainda afirma que Peña promoveu mudanças na legislação sobre conflitos de interesses e permitiu a concentração de recursos do Instituto de Previdência Social no Ueno Bank. Segundo o texto, os valores ultrapassaram os limites previstos nas normas vigentes.
Com a aprovação da Câmara, o processo segue para o Senado, responsável por julgar a acusação. A Constituição do Paraguai prevê que os senadores atuem como juízes e exige dois terços dos votos para declarar o acusado culpado.
