Um empresário iraniano deixou cerca de US$ 3,2 milhões (aproximadamente R$ 17 milhões) em um fundo patrimonial destinado à filha mais velha. Após sua morte, aos 95 anos, as outras duas filhas encontraram documentos com anotações em persa e passaram a questionar a divisão dos bens. A descoberta deu início a uma disputa familiar que chegou à Justiça dos Estados Unidos.
O caso ganhou um novo capítulo em outubro de 2026, quando a Justiça americana anulou uma decisão que havia favorecido a filha mais velha. A medida abriu caminho para um novo julgamento, sem determinar que houve fraude ou que a herança deveria ser dividida entre as três irmãs.
Anotações encontradas após a morte levantaram suspeitas
Seyedkazem Amini-Nejad era um empresário iraniano, sócio de uma empresa de navegação, que costumava viajar aos Estados Unidos para visitar a família e receber atendimento médico. Em março de 2019, assinou documentos que destinavam dinheiro e investimentos à filha mais velha, Ellahe, única beneficiária de um fundo patrimonial que recebeu cerca de US$ 3,2 milhões. Em 2021, transferiu a casa da família, em Teerã, para suas três filhas.
Após a morte do empresário, em maio de 2023, aos 95 anos, as irmãs viajaram ao Irã para o funeral. Durante uma busca pelos documentos do pai, Eman encontrou uma pasta com registros financeiros, procurações e o testamento. Entre os papéis, havia anotações em persa que, segundo Elham, teriam sido escritas por Ellahe.
