Belo Horizonte - Moradores denunciam uma suposta vendailegal de jazigos e o desaparecimento de restos mortais no Cemitério Municipal de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.
O vereador e vice-presidente da Câmara Municipal, Flavinho de Lima e Silva (MDB), encaminhou as denúncias ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), à Polícia Civil e à Prefeitura, pedindo a apuração dos casos.
“Não estamos falando apenas de uma possível comercialização irregular de jazigos. Existem também questionamentos sobre intervenções em túmulos sem autorização dos titulares, possíveis transferências irregulares de titularidade e, sobretudo, sobre a destinação dos restos mortais de pessoas anteriormente sepultadas”, afirmou ele ao Metrópoles, nesta quinta-feira (5/11).
As denúncias
O vereador contou que recebeu a primeira denúncia na noite de terça-feira (3/11), quando uma moradora procurou seu gabinete.
“O caso inicial envolve uma senhora que, ao visitar o cemitério, em setembro deste ano, não conseguiu localizar o túmulo de sua familiar. Com a ajuda de uma trabalhadora que realiza serviços de limpeza dos jazigos, encontrou o local e constatou que haviam sido realizadas intervenções, com a construção de aproximadamente duas ou três novas gavetas. O problema é que ela não havia autorizado as obras, não tinha sido comunicada e, além disso, não conseguiu localizar os restos mortais de sua familiar”, contou.
