Quase 600 mil manifestantes foram as ruas da França nesta quinta-feira (5), segundo estimativa recém-divulgada pelo Ministério do Interior do país. Isso faz desta quinta-feira o dia com maior número de protestos desde o início da atual onda de agitação, em setembro.
Mais cedo, às 13h (horário local), o ministério havia estimado a presença de 270 mil manifestantes, um número que não incluía Paris, onde uma marcha teve início durante a tarde,
O ministério ainda deve divulgar os números finais, mas as estimativas indicam que estas manifestações não atingem a mesma proporção dos protestos contra a reforma da previdência de 2023.
As autoridades têm tentado reduzir as tensões depois que tumultos e saques em 17 de outubro pegaram as forças de segurança de surpresa, deixando lojas e prédios públicos danificados por todo o país e alimentando críticas à gestão da crise por Macron.
“Estamos extremamente vigilantes porque está fora de cogitação reviver o 17 de outubro”, disse a porta-voz do governo, Maud Bregeon, em coletiva de imprensa após a reunião do conselho de ministros na quarta-feira (4).
As autoridades francesas vão mobilizar cerca de 70 mil policiais em todo o país, informou a BFM TV.
Como os protestos afetam os serviços essenciais da França?
Vários dos maiores sindicatos da França, que representam desde estudantes, professores e funcionários dos correios até médicos, farmacêuticos e trabalhadores do setor de transportes, convocaram esta greve nacional.
