A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro na comparação com agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os principais fatores para o resultado estão as retrações nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com baixa de 4,2%, e de produtos alimentícios, que recuaram 1,7%. De acordo com o instituto, o maior volume de chuvas prejudicou o processamento da safra de cana-de-açúcar.
Segundo André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o efeito das chuvas atingiu diretamente a produção de álcool e de açúcar. “O maior volume de chuvas impacta os derivados do petróleo e biocombustíveis, o álcool, e no setor de produtos alimentícios, com impacto direto na produção do açúcar”, afirmou.
No segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, a retração de 4,2% em setembro foi influenciada pela queda na produção de etanol e também de derivados de petróleo, incluindo gasolina. Foi o segundo recuo consecutivo da atividade, após baixa de 0,5% em agosto.
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Na indústria de alimentos, o resultado interrompeu dois meses seguidos de crescimento, período em que o setor havia acumulado expansão de 1,7%.
