Uma pendência envolvendo um dos investigados do caso Banco Master voltou à mesa do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A Justiça Federal do Distrito Federal cobrou novamente providências para regularizar a permanência de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado apontado como integrante de um grupo que atuava a serviço do banqueiro Daniel Vorcaro, na Penitenciária Federal de Brasília.
Marilson é investigado por integrar o núcleo conhecido como “A Turma”, que, segundo a Polícia Federal, seria responsável por monitorar adversários, levantar informações sigilosas e intimidar pessoas consideradas obstáculos aos interesses do banqueiro.
Preso preventivamente em março, o ex-policial foi transferido para a penitenciária federal em 15 de maio, após autorização emergencial de Mendonça. Ocorre que a medida dependia de procedimentos posteriores para tornar definitiva sua inclusão no sistema penitenciário federal.
Em julho, a 15ª Vara Federal do Distrito Federal encaminhou um ofício ao Supremo solicitando a regularização. Dois meses depois, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana determinou que a cobrança fosse reiterada, com prazo de 30 dias para a adoção das providências.
Os documentos chegaram ao STF nesta quinta-feira (5), quase seis meses após a transferência.
O detalhe é que a Justiça Federal já havia formalizado o pedido anteriormente.
