O orbitador ExoMars Trace Gas Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), detectou cloreto de hidrogênio na baixa atmosfera de Marte, sobre fissuras na região de Alba Mons. O gás é um componente comum das emissões vulcânicas na Terra. A descoberta foi descrita em artigo publicado nesta quarta-feira, 4, na revista Science Advances. A informação é da Reuters.
O estudo sugere que o planeta vermelho ainda mantém atividade vulcânica. Alba Mons supera todos os outros vulcões marcianos em área de superfície e ocupa o hemisfério norte do planeta. A desgaseificação vulcânica em fissuras na superfície, possivelmente conectadas a uma câmara magmática subterrânea, pode liberar o gás.
Compostos com cloro dissolvidos no magma liberam cloreto de hidrogênio. À medida que o magma sobe e a pressão diminui, o gás escapa. “Sua presença pode, portanto, coincidir com a desgaseificação magmática”, afirmou o cientista planetário Alexander Trokhimovskiy, do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências e um dos autores do estudo.
O cientista planetário Daniel Mège, do Centro de Pesquisas Espaciais da Academia Polonesa de Ciências e da Universidade de Berna, na Suíça, também assinou o trabalho. “Descobrimos que a origem mais provável do cloreto de hidrogênio é a liberação de gases vulcânicos”, declarou.
Planeta pode estar dormente, não morto
A presença do gás indica que Marte não está geologicamente morto em seu interior, mas em um estágio de relativa dormência.
