A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, registrando a retração mais intensa para o mês desde 2022, quando recuou 1,6%.
A avaliação é de André Macedo, gerente da PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo Macedo, além da manutenção da trajetória predominantemente negativa da indústria, observada desde maio, o resultado de setembro foi marcado por uma maior disseminação das quedas entre as atividades pesquisadas.
Das quatro grandes categorias econômicas, três apresentaram recuo na produção. Entre os 25 ramos industriais investigados, 17 registraram taxas negativas.
O gerente destacou que o número de atividades em queda repete o resultado de agosto e representa o maior espalhamento de taxas negativas desde dezembro de 2025, quando 18 ramos industriais haviam apresentado retração.
“Para além da manutenção do comportamento de queda assinalada no mês de setembro, a gente tem essa característica de um espalhamento desse movimento de menor intensidade, que fica caracterizado pelo número maior de categorias econômicas e atividades industriais no campo negativo”, afirmou.
Macedo ressaltou ainda que a indústria acumula perda de 4,1% desde maio, praticamente eliminando o crescimento de 4,2% registrado nos quatro primeiros meses de 2026.
