A Vibra Energia prevê manter nos próximos anos margens superiores às observadas antes do conflito no Oriente Médio, independentemente do cenário, citando ganhos estruturais decorrentes do combate a fraudes no setor e do fortalecimento de sua posição comercial, disse o presidente, Ernesto Pousada, nesta quinta-feira (5).
Maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra também avalia um novo ciclo de recompra de ações, após registrar forte redução de seu endividamento.
A companhia reportou na quarta-feira um lucro líquido ajustado de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, mais do que quatro vezes o resultado de um ano antes, apoiada em parte por vendas maiores e queda em despesas financeiras.
Já o Ebitda ajustado foi de R$ 4,3 bilhões no período, mais do que o dobro ante o desempenho de R$ 1,8 bilhão registrado no terceiro trimestre de 2025.
Durante videoconferência com analistas após a divulgação dos resultados, Pousada afirmou que a empresa continuará focada em ampliar participação de mercado e sustentou que parte relevante da melhora de rentabilidade observada recentemente deve permanecer mesmo após uma normalização do mercado de combustíveis.
“Obviamente temos algumas limitações de disponibilidade de produtos para um crescimento mais agressivo, mas 2027 será sob a ótica de crescimento de volume, crescimento de ‘market share’ e uma expansão de margem”, afirmou.
