Nesta quinta-feira, 5, o governo do Distrito Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência de R$ 2,2 bilhões bloqueados no âmbito das investigações do Master para o Banco de Brasília (BRB).
No pedido, a procuradora-geral do DF, Diana de Almeida Ramos, sustentou que tanto o BRB quanto o Distrito Federal, acionista controlador do banco público, foram vítimas das práticas criminosas investigadas pela Polícia Federal (PF).
O governo argumentou que os recursos bloqueados devem ser utilizados para reparar os prejuízos provocados pelas operações investigadas.
A Procuradoria solicitou que o STF reconheça formalmente o BRB e o Distrito Federal como vítimas e determine a transferência imediata dos valores à instituição financeira.
Governo do DF aponta responsabilidade de pai de Vorcaro
Na manifestação, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal também atribui a Henrique Moura Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, um papel relevante na estrutura investigada.
Segundo o documento, embora Henrique não ocupasse formalmente um cargo no Banco Master, ele compartilhava atividades e estruturas com outros integrantes do grupo suspeito de irregularidades.
A Procuradoria sustenta que Henrique funcionava como um elo entre pessoas e empresas envolvidas nas operações investigadas.
Para o governo do DF, a ausência de um cargo formal na instituição financeira não afasta a eventual responsabilidade do investigado pelos prejuízos causados.
