PARAGUAI - A intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição digital com forte ligação com o presidente Santiago Peña, desencadeou uma grave crise política e financeira no país vizinho.
Com o colapso do banco, que detém cerca de três milhões de clientes, centenas de correntistas e aposentados tomaram as ruas para protestar e exigir respostas sobre suas economias, enquanto parlamentares da oposição protocolaram um pedido formal de impeachment contra o chefe do Executivo.
A situação escalou após a decisão do Banco Central paraguaio de assumir o controle do banco digital e suspender as operações de saque, gerando incerteza generalizada. No total, oito executivos ligados à instituição financeira, incluindo o presidente Juan Manuel Gustale e o diretor executivo Federico Miguel Vázquez Villasan, foram presos por suspeita de fraude financeira. Paralelamente, Carlos Carvallo renunciou à presidência do Banco Central, cargo que havia assumido após comandar o próprio Ueno.
Impacto político, pedido de impeachment e renúncia
Diante da pressão popular e do desgaste institucional, deputados da oposição formalizaram um pedido de destituição contra Santiago Peña e o vice-presidente Pedro Alliana. O documento aponta mau desempenho nas funções, conflito de interesses e questionamentos sobre a evolução patrimonial. Para avançar no Congresso, a medida precisará reunir o apoio de ampla maioria dos parlamentares antes de eventual análise pelo Senado.
